Eu estava em Ribeirão com minha chefe pra fazer sei lá o que, e quando cheguei no lab as meninas não estavam lá, não tinha ninguém lá. Ele ficava no meio de uma fazenda, era uma coisa bem chucra. Eu estava animada e resolvi dar uma limpada no lab pras meninas ficarem felizes quando chegassem, então molhei um esfregão no desinfetante, sentei numa cadeira de rodinhas e fui me empurrando daqui pra lá que nem uma doida passando o pano pelo chão. As bancadas também estavam sujas, e como ninguém estava vendo eu também aproveitei pra passar o esfregão em cima dela, arrastando alguns experimentos e papéis de anotação de um lado pro outro. Imaginei que fosse contaminar ou estragar alguma coisa, mas.... nem liguei. Queria limpar.
Então, vi as meninas chegando por uma porta e empurrei a cadeira até lá. Cheguei deslizando e saí de cima da cadeira com um salto, me apoiando no esfregão para me manter de pé. Abracei a técnica que já fazia tempo que eu não via, e conversamos aquelas coisas bestas que vc conversa quando encontra alguém que não vê faz tempo, e então minha chefe chegou no lab. Começou a me zoar por alguma coisa boba enquanto tirava um sarrinho sorrindo para mim, e eu perguntei pras meninas se o chefe delas também era chato assim ou se ele deixava elas trabalharem em paz. A prof sorriu ainda mais e disse que estava só brincando, mas entendeu a mensagem, pois ficou na dela (rsrsrsrs). Então, nós tínhamos que voltar pra SP e para isso devíamos pegar o metrô. Caminhamos pelo centro da cidade, eu estacionei meu carro à margem da escada rolante que dava acesso ao metrô, e um caminhão da marabraz subiu na calçada e começou a manobrar, descendo uma escada e entrando no metrô, passando rente ao meu carro. Parece que o caminhão precisava pegar metro também, ou só estacionar lá dentro mesmo. Como ele fechou a passagem, ficamos todos (eu, a chefe e mais uma multidão de transeuntes) parados, separados da escada rolante pelo caminhão, que prometia sair dali em algum momento para podermos prosseguir nossos percursos.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Cats
Eu, minha mulher e minha sogra estávamos indo a uma conferência internacional super chique que estava sendo sediada em São Paulo. Entramos no grande prédio onde ela ocorreria e haviam pessoas engravatadas e mulheres bem vestidas de um lado para o outro com crachás no pescoço. Alguns stands na entrada distribuíam panfletos e faziam o marketing de suas mercadorias.
Enquanto caminhávamos apertadas naquelas roupas sociais chiques, passamos por uma espécie de banca de jornais que vendia algumas revistas sobre a área veterinária. havia cerca de apenas 20 revistas à venda, embaladas dentro de um saco plástico com fechamento adesivo, e dentro de cada saco vinha juntamente um brinde. Ou talvez fosse o inverso, a revista era o brinde, uma vez que o brinde original eram.... filhotes de gatinhos. Dentro dos sacos plásticos fechados, num pequeno espaço entre a revista e o plástico, os filhotes de gatinhos ficavam sentados e miavam baixinho, chamando a atenção de quem passava. Era mais ou menos essa cena, mas com o gato bebê e vinha uma revista junto:
De início não pude acreditar que estivessem vivos e me abaixei para olhar mais de perto. Mas eram mesmo filhotes vivos de gatinhos, que vinham juntos com uma revista que falava um pouco mais sobre os felinos. A maioria deles era vira-lata, mas os preços variavam bastante de acordo com a raridade dos seus fenótipos. O primeiro que me chamou a atenção era um gatinho branco com manchas pretas e um olho azul e o outro amarelo. Meu sonho era ter um gato desses, mas com os olhos azuis, então abaixei para olhar mais de perto e me assustei com o preço, R$1.700,00!!! Desisti dele pelo preço absurdo e senti um outro gatinho se esfregando no meu colo, que havia conseguido sair de dentro da sacola plástica. Ele era bem vira lata, meio marrom com bege (parecido com o abaixo), mas era uma gracinha e custava R$ 700,00. Falei pra Renata conversar com a mulher da banca e ver se ela conseguia fazer por R$500,00, daí eu levava pra casa. Já estava preocupada como faria com os cachorros, o apê é pequeno, não daria conta, etc...
Por curiosidade, continuei vendo os outros gatinhos. Em uma das sacolas tinha um amarelo claro bem forte com manchas beges, muito diferente, e custava mais de R$4.000,00. Um outro totalmente exótico era rosa choque com algumas manchas marrons e brancas, e custava mais de R$9.000,00!!! Mas o que me chamou a atenção foi um que vinha numa caixa de papelão com um plástico na frente para podermos ver seu conteúdo, que nem aquelas caixas de bonecas. O gato olhou pra mim, e os olhos dele eram brancos brancos, não dava pra discernir o que era córnea e o que era íris, só tinha as duas pupilas pretas e circulares como as nossas. Então eu li na caixa e vi que era uma 'edição' rara de colecionador, pois era um gato cego. Chamei a Renata, que estava ainda passando uma conversa na mulher da banca, e mostrei pra ela, e ela ficou ma-lu-ca pelo gato. Eu sei que ela sempre quis um animal especial para cuidar e ela amaria esse. Custava uns mil e poucos reais (mesmo raro era mais barato que o rosa choque rsrsrsrs), e ela pediu pra eu comprar pra ela porque ela não tinha dinheiro mas ela queria muito muito muito.
Eu queria muito dar pra ela, mas eu também não tinha condições de comprar. Fiquei fazendo contas mentalmente se eu dividisse no cartão em 10x, quanto eu gastaria no mês, se daria pra pagar isso mais o aluguel, o seguro do carro, impostos, etc etc etc, quando o gatinho vira-lata que estava no meu colo deu um salto e saiu correndo pelo carpete em direção à sala de conferências. Nisso, o gato cego pulou de dentro da caixa dele e saiu correndo atrás do filhotinho. O gato cego era um pouco mais velho e tinha um focinho mais protuberante, como de um bull terrier, e de alguma forma percebeu que o bebê tinha fugido e correu atrás dele para resgatá-lo. Eu saí correndo atrás dos dois, pois inicialmente achei que ambos estivessem fugindo, mas quando o gato cego alcançou o bebê e o pegou pela nuca, trazendo-o de volta, eu percebi que era apenas um resgate. Óbvio que me apaixonei ainda mais pelo ceguinho, que deu algumas trombadas com alguns obstáculos durante o percurso, mas de modo geral se saiu bem.
Guardamos os gatinhos de volta em suas embalagens e perguntamos para a 'banqueira' sobre o desconto, e ela disse que não faria o vira-latas por R$500,00 e que também não poderia dar desconto no ceguinho. Então, agradecemos e resolvemos ir embora, afinal, era era inflexível e ninguém mais prestava atenção na banca dela, todos estavam ali a negócios e 'não tinham tempo nem interesse nisso'. Ela que falisse com aquela banca e parasse de guardar os gatinhos em sacos plásticos junto de revistas.
Enquanto caminhávamos apertadas naquelas roupas sociais chiques, passamos por uma espécie de banca de jornais que vendia algumas revistas sobre a área veterinária. havia cerca de apenas 20 revistas à venda, embaladas dentro de um saco plástico com fechamento adesivo, e dentro de cada saco vinha juntamente um brinde. Ou talvez fosse o inverso, a revista era o brinde, uma vez que o brinde original eram.... filhotes de gatinhos. Dentro dos sacos plásticos fechados, num pequeno espaço entre a revista e o plástico, os filhotes de gatinhos ficavam sentados e miavam baixinho, chamando a atenção de quem passava. Era mais ou menos essa cena, mas com o gato bebê e vinha uma revista junto:
De início não pude acreditar que estivessem vivos e me abaixei para olhar mais de perto. Mas eram mesmo filhotes vivos de gatinhos, que vinham juntos com uma revista que falava um pouco mais sobre os felinos. A maioria deles era vira-lata, mas os preços variavam bastante de acordo com a raridade dos seus fenótipos. O primeiro que me chamou a atenção era um gatinho branco com manchas pretas e um olho azul e o outro amarelo. Meu sonho era ter um gato desses, mas com os olhos azuis, então abaixei para olhar mais de perto e me assustei com o preço, R$1.700,00!!! Desisti dele pelo preço absurdo e senti um outro gatinho se esfregando no meu colo, que havia conseguido sair de dentro da sacola plástica. Ele era bem vira lata, meio marrom com bege (parecido com o abaixo), mas era uma gracinha e custava R$ 700,00. Falei pra Renata conversar com a mulher da banca e ver se ela conseguia fazer por R$500,00, daí eu levava pra casa. Já estava preocupada como faria com os cachorros, o apê é pequeno, não daria conta, etc...
Por curiosidade, continuei vendo os outros gatinhos. Em uma das sacolas tinha um amarelo claro bem forte com manchas beges, muito diferente, e custava mais de R$4.000,00. Um outro totalmente exótico era rosa choque com algumas manchas marrons e brancas, e custava mais de R$9.000,00!!! Mas o que me chamou a atenção foi um que vinha numa caixa de papelão com um plástico na frente para podermos ver seu conteúdo, que nem aquelas caixas de bonecas. O gato olhou pra mim, e os olhos dele eram brancos brancos, não dava pra discernir o que era córnea e o que era íris, só tinha as duas pupilas pretas e circulares como as nossas. Então eu li na caixa e vi que era uma 'edição' rara de colecionador, pois era um gato cego. Chamei a Renata, que estava ainda passando uma conversa na mulher da banca, e mostrei pra ela, e ela ficou ma-lu-ca pelo gato. Eu sei que ela sempre quis um animal especial para cuidar e ela amaria esse. Custava uns mil e poucos reais (mesmo raro era mais barato que o rosa choque rsrsrsrs), e ela pediu pra eu comprar pra ela porque ela não tinha dinheiro mas ela queria muito muito muito.
Eu queria muito dar pra ela, mas eu também não tinha condições de comprar. Fiquei fazendo contas mentalmente se eu dividisse no cartão em 10x, quanto eu gastaria no mês, se daria pra pagar isso mais o aluguel, o seguro do carro, impostos, etc etc etc, quando o gatinho vira-lata que estava no meu colo deu um salto e saiu correndo pelo carpete em direção à sala de conferências. Nisso, o gato cego pulou de dentro da caixa dele e saiu correndo atrás do filhotinho. O gato cego era um pouco mais velho e tinha um focinho mais protuberante, como de um bull terrier, e de alguma forma percebeu que o bebê tinha fugido e correu atrás dele para resgatá-lo. Eu saí correndo atrás dos dois, pois inicialmente achei que ambos estivessem fugindo, mas quando o gato cego alcançou o bebê e o pegou pela nuca, trazendo-o de volta, eu percebi que era apenas um resgate. Óbvio que me apaixonei ainda mais pelo ceguinho, que deu algumas trombadas com alguns obstáculos durante o percurso, mas de modo geral se saiu bem.
Guardamos os gatinhos de volta em suas embalagens e perguntamos para a 'banqueira' sobre o desconto, e ela disse que não faria o vira-latas por R$500,00 e que também não poderia dar desconto no ceguinho. Então, agradecemos e resolvemos ir embora, afinal, era era inflexível e ninguém mais prestava atenção na banca dela, todos estavam ali a negócios e 'não tinham tempo nem interesse nisso'. Ela que falisse com aquela banca e parasse de guardar os gatinhos em sacos plásticos junto de revistas.
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