sexta-feira, 3 de abril de 2015

Limpando o Lab dos outros

          Eu estava em Ribeirão com minha chefe pra fazer sei lá o que, e quando cheguei no lab as meninas não estavam lá, não tinha ninguém lá. Ele ficava no meio de uma fazenda, era uma coisa bem chucra. Eu estava animada e resolvi dar uma limpada no lab pras meninas ficarem felizes quando chegassem, então molhei um esfregão no desinfetante, sentei numa cadeira de rodinhas e fui me empurrando daqui pra lá que nem uma doida passando o pano pelo chão. As bancadas também estavam sujas, e como ninguém estava vendo eu também aproveitei pra passar o esfregão em cima dela, arrastando alguns experimentos e papéis de anotação de um lado pro outro. Imaginei que fosse contaminar ou estragar alguma coisa, mas.... nem liguei. Queria limpar.
          Então, vi as meninas chegando por uma porta e empurrei a cadeira até lá. Cheguei deslizando e saí de cima da cadeira com um salto, me apoiando no esfregão para me manter de pé. Abracei a técnica que já fazia tempo que eu não via, e conversamos aquelas coisas bestas que vc conversa quando encontra alguém que não vê faz tempo, e então minha chefe chegou no lab. Começou a me zoar por alguma coisa boba enquanto tirava um sarrinho sorrindo para mim, e eu perguntei pras meninas se o chefe delas também era chato assim ou se ele deixava elas trabalharem em paz. A prof sorriu ainda mais e disse que estava só brincando, mas entendeu a mensagem, pois ficou na dela (rsrsrsrs). Então, nós tínhamos que voltar pra SP e para isso devíamos pegar o metrô. Caminhamos pelo centro da cidade, eu estacionei meu carro à margem da escada rolante que dava acesso ao metrô, e um caminhão da marabraz subiu na calçada e começou a manobrar, descendo uma escada e entrando no metrô, passando rente ao meu carro. Parece que o caminhão precisava pegar metro também, ou só estacionar lá dentro mesmo. Como ele fechou a passagem, ficamos todos (eu, a chefe e mais uma multidão de transeuntes) parados, separados da escada rolante pelo caminhão, que prometia sair dali em algum momento para podermos prosseguir nossos percursos.

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