quarta-feira, 8 de abril de 2015

Carro voador e drogas no Corinthians

            Eu estava no banco de trás de um carro com a Renata e mais alguém estava sentado no motorista, talvez a mãe dela, quando uma moça entrou pela porta do passageiro, sentou-se no banco e mostrou uma caixinha de biotério com uns ratinhos para adoção, perguntando se iríamos querer algum. A Renata não estava prestando atenção e de início eu disse que 'não, obrigada', mas pensei melhor e achei que ela gostaria de um bichinho novo, e pedi pra olhar.
             Perguntei a idade deles, a linhagem e se ela não tinha camundongos também, e ela disse que sim, tinha de diversas linhagens, mas só na loja física. Então ela disse que tínhamos que olhar no portifólio deles para vermos os animais disponíveis, e olhamos para o chão do carro, que tinha um buraco e então percebi que estávamos sobrevoando um prédio que ficava dentro de um terreno maior, aparentemente um supermercado. O carro estava parado acima dessa loja, e conseguimos olhar pelo buraco do piso do carro e através do telhado da loja as caixinhas com diversos camundongos diferentes para escolhermos.

Eu gostei de um deles e quis adotá-lo, mas percebi que as pessoas que entravam na loja eram bem pequenas daquela altura em que estávamos, ou melhor, elas tinham o tamanho normal, mas nós éramos gigantes e não tinha como entrarmos na pequena loja que ficava aos nossos pés. Um cliente estava saindo da loja e eu aproveitei pra perguntar pra ele como eu poderia fazer para entrar na loja sendo que eu era tão grande que minha cabeça encostava nas nuvens, e ele disse que era só eu desejar com muita vontade que eu conseguiria encolher para entrar. Fechei os olhos e os punhos com força enquanto desejava com vontade encolher para entrar na loja, mas quando abri os olhos eu ainda era gigante e não tinha como entrar. Pensei então que eu teria que descer com o carro voador no estacionamento para poder entrar na loja como um pedestre qualquer, de tamanho regular.
             Descemos o carro, estacionamos perto da loja e eu estava me dirigindo à ela quando vi um tíquete na minha mão. Dei uma lida nele e era um ingresso para um jogo do Corinthians, e aquele era o estacionamento do estádio. Vi o fluxo de pessoas passando pela catraca ao apresentar o tíquete e fiz o mesmo, a Renata logo atrás de mim. Escolhemos um lugar pra sentar, mas vimos um homem saindo de fininho com uma atitude estranha e resolvemos esperar as luzes se apagarem e o jogo começar para sair de fininho e ir atrás dele descobrir o que ele estava fazendo. Aparentemente, ele estava roubando alguma coisa, e quando nos viu ameaçou atirar em nós, mas saiu correndo e a Renata foi atrás enquanto eu olhava o que o ladrão tinha escondido num buraco atrás de um armário. A Renata voltou com a outra Renata, que era minha amiga, e eu estranhei elas estarem juntas, e questionei minha mulher:
             - Ué, você estava junto com a Renata?
             - Sim... A gente estava atrás do homem... Porque? - ela respondeu e perguntou.
             - Você não queria nem ver a cara dela na sua frente...
             - Ah, sim, mas a gente conversou, já resolvemos isso, eu perdoei ela e deixamos pra trás, sei que vocês eram bastante amigas e tudo isso já passou... Mas ela não erre de novo comigo! - Ela adicionou olhando de soslaio pra outra Renata, que sorriu envergonhadamente.
             Nessa hora eu fiquei muito feliz, até esqueci dos problemas com o ladrão, pois finalmente essa situação tinha se resolvido e eu poderia ter minha amiga de volta depois de tanto tempo. Mas então anoiteceu de repente e um cachorro apareceu latindo e correndo em nossa direção, passou por nós e foi direto no buraco onde eu estava olhando os itens roubados do ladrão, e ele puxou um saquinho de plástico pequeno com um pó branco dentro. Eu corri e peguei o saquinho, imaginei que fosse cocaína e rasguei o saco, jogando o pó espalhado no chão. Então, vimos o bandido no meio da escuridão correndo de volta para nós, pois ele estava preocupado com as drogas dele, e eu corri para ver se tinha mais alguma coisa no buraco, encontrei mais um saco com cocaína. Ele estava quase nos alcançando, então saí correndo com a droga na mão enquanto rasgava o saco e jogava o conteúdo em 2 lagos cheios de sapos e vitórias régias que estavam no meio desse pátio.
             O bandido continuava no meu encalço, e então eu cheguei no muro de grades de ferro que limitava o terreno. Subi nas grades com um pulo e saltei para o lado de fora, caindo na calçada e torcendo para as câmeras de segurança não terem me filmado, se não poderiam achar que eu estava roubando alguma coisa àquela hora da noite.

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