quinta-feira, 19 de março de 2015

House Safari

            Tudo começou comigo dando uma festa na casa dos meus pais. Estava bastante lotada, eu estava dormindo, de pijaminhas, e acordei para usar o banheiro no meio da festa. Chegando lá, o vaso estava IMUNDO, cheio de mijo esparramado na tampa, no chão, uma puta nojeira, tudo pisoteado... Minha solução pra situação foi limpar a bacia e arranca-la do chão para que ninguém mais a sujasse. Abri a porta do banheiro e sai do mesmo com a bacia em mãos, levei pro quarto ao lado e a guardei num canto. Acho que o pessoal da fila ficou meio puto... Rsrsrsrs. Mas o buraco ficou lá, dava pra usar!
           De repente essa festa não era na minha casa, mas sim na casa de um amigo rico da Renata cujos pais moravam no exterior e o bancavam aqui. Na casa tinham muitos e muitos bichos, de todas os filos possíveis e imaginários. Eu não era uma pessoa, inicialmente eu era um elefante e alguém (talvez a Renata?) era um macaquinho sagui bem pequeno. Estávamos descendo uma colina de grama baixa fugindo de uma escavadeira enorme que queria nos atropelar, e que estava sendo pilotada pelo amigo dela. Ele estava quase alcançando ela (a macaquinha), que era menor e mais frágil... Dai eu parei e pensei: peraí, eu sou um elefante, essa escavadeira não vai conseguir passar por cima de mim! Então, me coloquei entre a escavadeira e o macaquinho, e o cara desceu do treco e falou que estava só brincando... Sei..... Então voltamos a ser pessoas.
            Fomos para a sala de estar e meus dois irmãos estavam com a gente, e estávamos conversando com o dono da casa quando apareceu um chimpanzé muito enorme andando pelo corredor, vindo em nossa direção. Eu dei um passo pra trás e me afastei, afinal de contas eu não conheço o bicho e sei que eles são extremamente fortes. Além disso, era meio que uma mistura de chimpanzé com gorila, o que o deixava ainda mais forte. Mesmo que eu conhecesse o bicho, não dá pra confiar inteiramente num animal, porque ele pode ficar feroz de uma hora pra outra. Porém meu irmão mais velho, que parecia ter algum retardo mental, começou a brincar com o macaco, ficando cara a cara com ele, com os braços abertos, mexendo a cabeça para os lados, fazendo careta, e enfiando o cabelo na palma da mão do bicho, e eu morrendo de pavor do macaco resolver dar um soco na cabeça dele ou puxar os cabelos dele até escalpelar.
               Comecei a gritar violentamente pra ele sair dali, ignorando o dono da casa e a Renata que me olhavam de canto de olho do tipo "quem trouxe essa menina?" e em seguida falavam pra eu me acalmar, que não aconteceria nada. Eu não tinha tempo pra discutir com eles, eu continuava berrando a plenos pulmões pro meu irmão sair de frente do 'chimparila', que já tinha puxado os cabelos dele uma vez, mas parecia não ser suficiente praquela anta perceber que o que ele estava fazendo era perigoso. Então, o macaco se distraiu com outra coisa e virou para o outro lado, e meu irmão ficou puuuuuto comigo, por arruinar a 'ligação' que ele estava tendo com o bicho. Eu tentava explicar que era perigoso, que o bicho era feroz, pra ele ir devagar e se acostumar aos poucos, mas a raiva dele era tão grande que ele pulou o muro da casa, atravessou a rua, pulou o muro do vizinho e escalou a parede da casa do vizinho até alcançar o telhado. Então ele ficou correndo de um telhado para o outro, o que chamou a atenção do macaco, que foi atrás dele, e eu naquele maldito desespero.
              Então, eu comecei a brigar com a Renata, que só me falava pra relaxar. Pedi pra irmos salvar meu irmão, e ela dizia que o bicho era do cara desde pequeno, que era manso, pra eu confiar nela, e eu dizendo que não era questão de confiança nela, eu não confiava no animal! Não importava se o bicho tinha crescido com o cara, ele não cresceu com meu irmão que era quem estava com ele agora, e mesmo assim, um animal pode por algum motivo ficar irado e descontar em quem estiver próximo. Eu ainda dizia que uma coisa era ele tomar uma mordida de um cachorro, que eu levava ao médico e ele saberia o que fazer, e outra era tomar uma surra de um macaco, que poderia esmagar ele ou derrubar ele no chão e com um soco quebrar o crânio dele etc etc etc. Fui listando todas as calamidades possíveis, mas ela só me lançava olhares de reprovação, provavelmente porque estava com vergonha de eu causar a maior confusão e discussão na casa do amigo dela na frente de um monte de convidados. Eu estava tão aterrorizada que não tinha disponibilidade mental pra ser fina naquele momento, eu só queria que ela entendesse meu lado. Eu disse que queria ir embora, e ela ficava falando que não, que tínhamos acabado de chegar, e eu disse que eu ia embora de um jeito ou de outro, que ela que pegasse um táxi depois, já que tínhamos ido com o meu carro.
                Nisso fui pegar minha bolsa no quarto que ficava no andar superior, e na volta tinha um fucking URSO passando em frente ao pé da escada. Já me caguei inteira. Sentei no degrau em que eu estava e fiquei esperando imóvel e encolhidinha ele passar reto pela escada e ir embora, não queria de forma alguma chamar atenção daquele bicho imenso. Mas ele deve ter percebido o cheiro da minha adrenalina, porque voltou até onde eu estava, sentou na minha frente e ficava me dando a patinha como se fosse um cachorro... Mas a patinha dele, além de enorme tinha aquelas garras que eram super afiadas (tipo o Wolverine) e toda vez que ele encostava a pata dele na minha mão ele me cortava de leve, e eu me encolhia, o que fazia ele me cutucar ainda mais. Eu estava morrendo morrendo morrendo de medo, e a Renata chamou o urso com uma cara de insatisfação pra mim, do tipo "poxa, ela não pode se dar bem com nenhum bicho..."
             Voltei pro banheiro pra lavar as mãos e encontrei um amigo meu que me disse pra ficar calma, que o dono tinha prendido os animais, e que tinha uma galera atirando com carabina de pressão, pra eu ir lá ficar de boa com o pessoal, eles iam pedir pizza, tudo ia ficar tranquilo. Eu estava relutante em aceitar, queria ir embora, mas o cara pegou a carabina que ele queria num armário e eu vi que o chumbinho era tamanho 72 (seja lá o que isso signifique, isso nem existe...), e eu fiquei impressionada com o calibre e resolvi ir também, peguei uma que era calibre 85 e fui caminhando até a beira da piscina na área externa, onde tinham montado um alvo e estavam atirando. No caminho, li na arma que a faixa etária de uso era de 0-7 anos, e imaginei que a arma seria de air soft, que ia ser uma porcaria, mas enfim, eu ia passar um tempo e tentar resolver as coisas com a Renata.
              Chegando lá o pessoal todo estava falando alguma coisa baixinho e olhando pra mim e rindo, provavelmente me zoando por causa das cenas que fiz com os bichos. Foda-se. A Renata estava no meio e não falava nada, mas tbm não me defendia. Uma das meninas chegou perto e perguntou se eu tinha o livro Mass Spectometry Peptide Sequencing, que apesar de não ser esse o nome verdadeiro é um livro que eu tenho emprestado. Eu disse que tinha sim, que ia xerocar e dava pra ela, que no começo poderia parecer coisa de louco mas que depois deu pra entender tudo certinho, e que se ela precisasse de ajuda eu tentaria relembrar pra ajudar ela. 
              Uma outra mina chegou falando que me conhecia, e veio chegando perto pra me cumprimentar com um beijo, eu virei um pouco o rosto porque estava com a sensação de que ela ia me dar um selinho, mas mesmo assim ela conseguiu dar um selinho na trave. Não gostei e já virei as costas e larguei a mina falando sozinha. 
              Quando eu ia começar a atirar, o portão da casa foi abrindo porque alguém tinha chegado. Alguém sugeriu que podia ser a pizza, e a menina disse que tinha acabado de pedir 288. Eu fiquei sem entender se esse era o valor em reais ou o número de pizzas pedidas. Abstraí. Porém, quem entrou pelo portão da garagem foi um tanque de guerra, mas que ao invés de balas atirava água, um jato extremamente forte. Era o dono da casa pouco joselito querendo brincar de tiro ao alvo, mas nós, que de repente estávamos dentro de uma perua grande, éramos os alvos. O motorista estacionou o carro no lugar correto e ele posicionou o canhão do tanque em nossa direção. Eu estava com medo novamente mas resolvi não falar mais nada, depois de tanto bullying que já tinha sofrido até da minha namorada. Só olhei pro lado e vi que tinha um barranco, e literalmente agradeci que o mundo acabasse em barranco pra eu não ter o trabalho de me deitar.
                Porém, ao invés do cara atirar, ele desceu do tanque e entrou na piscina com uma espécie completamente maluca e inexistente no mundo real de um aspirador de piscina, parecia uma gaiola grande em forma de cone, e começou a aspirar a superfície da água pra tirar umas folhas e flores GIGANTESCAS de lá, tipo do tamanho de uma pessoa. Eu estava olhando abismada, e quando virei pra olhar pra Renata, ela estava AOS BEIJOS com uma mina no banco da frente. 
                NOOOOOOOSSAAAAAAA dai meu sangue ferveu! Foi a gota d'Água! Da onde eu estava mesmo lancei um soco na cara dela, separando-as do beijo escroto. Ela virou pra mim com cara de assustada e pediu desculpas, mas eu dei outro soco na cara dela, e ela começou a chorar pedindo pra eu não terminar com ela. Eu disse " terminar o que, Renata, eu não tenho nada com você! ". Eu estava possessa. Peguei o rosto dela com as mãos e cuspi na cara dela 4 vezes, de nojo dela ter me traído tão nojentamente na minha cara numa situação dessas... Ela ficou com cara de "affff, que saco, agora vai fazer draminha...", o que me deu mais vontade de sumir da vida dela, de nunca tê-la conhecido, mas entao.... Eu precisava fazer xixi desde o começo do sonho, então... acordei! Rsrsrss

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