Como o povo precisava trabalhar, ninguém podia deixar de pegar o metrô, então pela manhã lá estava nosso pelotão, preparado para descer aos trilhos, numa estação repleta de civis inocentes. No primeiro dia eu estava nervosa, e desci com mais 2 ou 3 pessoas. Nos posicionamos entre os trilhos, porém as outras oficiais estavam no vão entre os trilhos e eu estava deitada perpendicularmente a um dos trilhos, que passava logo abaixo da minha axila. O trem estava se aproximando rápido e eu podia ver suas luzes, e imaginei que quando ele passsse sobre os trilhos, deceparia minha cabeça.
- preciso sair de cima dos trilhos, não?! - perguntei com um grito a uma soldada, enquanto o trem se aproximava ferozmente com um ruído cada vez mais alto.
- não, fica tranquila, ele passa por cima da gente. - ela respondeu
- tem certeza? - perguntei frisando bem a última palavra. Ele vai arrancar minha cabeça quando passar pelo trilho... Devo entrar no vão com vocês...
- não, só se abaixe, ele passa por cima, soldado!
Então, obedeci a ordem e abaixei a cabeça próximo aos trilhos, enquanto de rabo de olho visualizava o trem chegando cada vez mais próximo. No entanto, como a oficial havia dito, o trem passou há pelo menos um metro de altura dos trilhos, apenas levantando um pouco nossos cabelos com o deslocamento do vento. Na verdade, o trem levitava sobre os trilhos, que deveriam seguir apenas como um guia para o seu movimento, o que não evitou que eu sentisse um formigamento na axila devido a passagem de uma corrente elétrica pelo metal do trilho, o que poderia ter sido real ou completamente um fruto absurdo da minha imaginação.
Quando o trem parou para os passageiros embarcarem, inspecionamos rapidamente sua porção inferior em busca de explosivos. Eu suava frio dentro do meu uniforme de inverno, pois se houvesse uma bomba ali ela poderia explodir e matar a todas nós. Mas terminamos e não encontramos nada. Passamos por ente as rodas e subimos na plataforma do lado do trem onde não havia acesso aos passageiros. Entramos em nosso jipe do exércitos e seguimos para o quartel.
Essa rotina seguiu-se por diversos dias. Em cerca de três dias, bombas explodiram em outras estações, matando colegas militares, porém nenhuma na estação sob nossa responsabilidade. Então, no último dia, houve um rebuliço em um prédio no centro da cidade, pois aparentemente a polícia havia encontrado o maníaco fugindo após esconder uma das bombas. Nosso pelotão foi escalado para ir ao local e tentar derrubar o inimigo.
Chegamos ao local que estava lotado de transeuntes, vários desejando fazer justiça com as próprias mãos contra o terrorista. Estabelecemos um perímetro e conseguíamos ver a ponta da metralhadora do assassino na parte inferior da janela de um edifício logo à frente, que estava totalmente cercado. Juntei-me aos membros da swat e íamos tentar acertá-lo com uma sniper ou subir até aquela janela por uma tirolesa.......
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